Máscaras de carnaval tradicionais Italianas


Máscaras de carnaval tradicionais Italianas

Este Carnaval, o chef Sergio Crivelli dá-nos a conhecer algumas das mais famosas máscaras tradicionais Italianas.

VENETO

Máscara tradicional italiana Pantalone
Pantalone
Pantalone como personagem, nasce em Veneza no século XVI, e representa  o típico coscuvilheiro e ganancioso, tanto que o seu nome foi imposto aos filhos das famílias bem ricas do período da Serenissima; (período durante o qual Veneza foi uma República Marinara). A figura e tipologia do personagem de Pantalone, derivam diretamente da figura típica do mercante de Veneza, com um sobretudo preto, (típica peça de vestuário daquela época), por cima de calças justas vermelhas.
Máscara tradicional italiana Colombina
Colombina
Colombina é o nome de uma máscara veneziana da comédia da arte, muitas vezes objeto de particular atenção  por parte do seu mestre Pantalone, causando muitas vezes ciúme por parte de Arlecchino (máscara da Lombardia/Bergamo). Colombina é a pessoa com quem a filha de Pantalone, Roasaura, ama tagarelar e confidenciar.

LOMBARDIA

Máscara tradicional italiana Arlecchino
Arlecchino
O Arlecchino é uma personagem da Commedia dell’arte, cuja função no início, se resumia a divertir o público durante os intervalos dos espetáculos. A sua importância afirmou-se gradualmente. E o seu traje é feito de retalhos multicoloridos geralmente em forma de losango, destacava-o ainda mais em cena. Na Commedia dell’arte, forma de teatro popular italiana que difundiu a personagem por todo o mundo, o Arlecchino seduz e “rouba” Colombina a Pierrot. A origem deste personagem é muito antiga e fala-se de atribuições em diferentes contextos, a vários países europeus.
Máscara tradicional italiana Brighella

Brighella
Brighella é uma personagem da commedia dell’arte italiana. Dentro do grupo dos zanni (servos ou criados) Brighella é, com Arlecchino, um dos principais tipos das máscaras de Bérgamo, ambos formam habitualmente a parceria tradicional de palhaços, sendo Brighella o mais esperto dos dois. Brighella não se limita a ser um criado como Arlecchino, e especializa-se em várias artes, mais ou menos lícitas. Muito mentiroso conta histórias com segurança e convicção de forma quase impossível de as distinguir da verdade. O seu traje é composto por casaco e calças decorados com riscas verdes, sapatos verdes com pompons pretos, capa branca com duas riscas verdes, máscara e chapéu preto.
Máscara tradicional italiana MeneghinoMeneghino Meneghino diminutivo de Domenico (Domingos), representava aquele nobre que não pudendo manter um servente todo a semana, contratava um, só aos Domingos, para que este servente pudesse abrir a porta das carroças ao chegar à Igreja. A origem é incerta, todavia este personagem foi introduzido no teatro no século XVII, com a imagem popular que se mantém ainda hoje. Todavia, com o passar dos tempos, a figura deste personagem torna-se no símbolo da alma de patriótica milanesa, especialmente durante a ocupação dos Habsburgos. Uma particularidade deste personagem é que não tem uma máscara a cobrir o rosto.

LAZIO

Máscara tradicional italiana RugantinoRugantino Rugantino é uma máscara do teatro romano. Personagem de Trastevere, rápido com as palavras, arrogante e um pouco prepotente. No fundo amável e de bom coração. Fanfarão e brutamontes, gostava assumir poses de mau, mas cobarde quanto aos factos. O personagem aparece como pistoleiro, vestido de vermelho e chapéu a duas pontas, e de pobre camponês, com calças velhas, camisa e lenço a volta do pescoço.
Máscara tradicional italiana Meo PataccaMeo Patacca É uma máscara tradicional de Roma, e Meo (diminutivo de Bartolomeo), soldado mercenário, surge no final do século XVII, num poema de Giuseppe Berneri. Neste poema, recebe dinheiro, na época a moeda era a PATACCA, para ajudar a libertar Viena que estava sob o cerco dos Ottomanos de Kara Mustafá Pasha. O cerco acaba 2 meses depois, e Meo decide celebrar o evento com as Pataccas destinadas a ajuda, daí Meo Patacca. Veste calções justos nos joelhos, um casaco muito enrugado de veludo e um lenço colorido à cintura onde esconde um punhal.

EMILIA E ROMAGNA

Máscara tradicional italiana BalanzoneBalanzone Balanzone é natural de Bologna (cidade-mãe da mais antiga universidade de Itália e onde foi criada a lasanha e a famosa mortadela, que consta no nosso menu). Tem especialização em tudo, nunca frequentou a universidade e tem sempre algo a dizer sobre qualquer assunto, frequentemente asneiras. É o que popularmente se designa por bom garfo por comer muito. Ele é essencialmente barrigudo, e pouco intelectual. Este Dottore tem pouco dinheiro. É um velho e pomposo bolonhês falador de Latim. O seu discurso é recheado de palavras ambíguas e de tagarelices. É Mesquinho com os membros da família e maçante com os outros personagens. Tem uma grande barriga e veste-se de preto da cabeça aos pés, exceto um colarinho branco. Tem as bochechas rosadas e usa uma semi-máscara preta que cobre apenas o nariz e a testa. O Dottore é um exímio tagarela, que não abre a boca sem dizer uma frase ou citação em Latim. Balanzone deriva da palavra balansa versão dialetal de bilancia (balança), símbolo universal da justiça. Usa vestuário académico preto, satirizando os juízes Bolonheses, blusa longa coberta por um casaco preto que vai até os calcanhares, sapatos pretos, meias compridas e calções, com uma longa gola ao redor do pescoço e um chapéu preto académico de feltro preto. É homem muito grande, cujo tamanho enorme vem diretamente do carnaval e do contraste com o Pantalone. Os tipos franceses mais tarde tornaram-se pedintes desprezíveis, como o Tartuffo de Molière. A máscara cobre somente o nariz e a testa, dessa forma, as bochechas avermelhadas do ator podem ser vistas para mostrar a fraqueza do Dottore pelas bebidas.

LIGURIA

Máscara tradicional Capitan SpaventaCapitan Spaventa Capitan Spaventa de Vall’inferna, localidade da Liguria (região de Génova), é a máscara da comédia da arte do ator Francesco Andreini (1548-1624). Capitan Spaventa (capitão), é um soldado sonhador, culto e com simples bom senso, totalmente o contrário de outro capitão fanfarrão Matamoros. Existe uma coleção de contos e textos genéricos do mesmo ator conhecido como ‘’os bons trabalhos de Capitão Spaventas.

CALABRIA

Máscara tradicional italiana GiangurgoloGiangurgolo A origem desta máscara é incerta, mas fontes literárias dizem que nasceu em Nápoles, no inicio do século XVII. Mais tarde, foi levada para a Calábria, para ridiculizar a aristocracia siciliana após uma considerável emigração de nobres espanhóis, seguida da entrega da Sicília à casa Saboia. Nobres espanhóis sicilianos fugiram para Reggio, ao outro lado do estreito, tornando-se a máscara da região.

PUGLIE

Máscara tradicional FarinellaFarinella Farinella é uma máscara da região Puglia, típica do carnaval de Putignano, cidade próxima a Bari. A história mostra-nos este personagem o perfil de um joker, com um traje costurado com pedaços de tecidos de várias cores e um chapéu com três pontas com um pequeno sino em cada uma.
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ABRUZZI

Máscara tradicional Italiana FrappigliaFrappiglia Frappiglia é a máscara oficial da região Abruzzi, e a lenda conta que ele consegui enganar o diabo, embora mostre sinais da sua viagem ao inferno.
Tradicional máscara Italiana I tre follettiI tre folletti O “FOLLETTO” ou Duende, é um típico lendário personagem popular, geralmente associado à figura de um ser pequeno, brincalhão, ágil e elusivo, capaz de voar e de se tornar invisível.

SARDEGNA

Máscara tradicional italiana MarmutonesMamuthones Os Mamuthones tal como os Issohadores, são máscaras típicas de Mamoiada, localidade da Sardegna. Os Mamuthones vestem-se de pele de ovelha escura e seguem na procissão silenciosos e com ar cansado, devido a uma carga de sinos de ovelhas nas costa. Presume-se que esta máscara teve a sua primeira aparição no século XIX.
Máscara tradicional Sa FilonzanaSa Filonzana Filonzana é a única personagem feminina no Carnaval de Sardegna. É na realidade um homem mascarado de uma velha horrorosa, enquanto inicialmente a mulher não podia participar nestes ritos. Esta máscara representa uma velha coxa e corcunda que fia lã. O fio representa a vida e ela está prestes a cortar este fio, e simbolicamente a vida, a quem não oferece algo a beber.

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